HOJEMACAU-O CREPÚSCULO OCIDENTAL – JORGE RODRIGUES SIMÃO – 27.08.2026
O texto analisa o declínio da hegemonia ocidental à luz da crise sistémica global, evocando Paul Valéry e a sua célebre frase: “As civilizações sabem agora que são mortais.” É descrito o esgotamento do modelo americano e europeu, contrapondo‑o à ascensão estratégica da China e à resistência pragmática da Rússia. A “Grande Guerra” contemporânea não declarada mas omnipresente revela uma nova cartografia de poder em que os Estados Unidos perdem influência, a Rússia sobrevive, a China expande‑se e a Europa dissolve‑se na sua própria apatia burocrática. O texto denuncia a ilusão de superioridade moral do Ocidente, que confundiu hegemonia com virtude e prosperidade com anestesia. A conclusão é amarga mas lúcida; o Ocidente não morre, transforma‑se; a História não termina, apenas muda de narrador.
Bibliografia
- Valéry, Paul – La Crise de l’Esprit (1919).
- Twain, Mark – Following the Equator (1897).
- Arendt, Hannah – On Violence (1970).
- Fukuyama, Francis – The End of History and the Last Man (1992).
- Kennan, George – American Diplomacy (1951).

